quarta-feira, 19 de agosto de 2009

metamorfose

estamos preparados para mudar?

     É bem verdade que estamos mudando a todo tempo, e que se pararmos para olhar a nossa vida de algum tempo atrás tabém ficamos supresos com o tipo de pessoa que éramos e o tipo de pessoa que nos tornamos. Mas não estou aqui hoje para falar de como mudamos com o tempo e sim de uma fase transitória que está mechendo muito comigo: adolescência - fase adulta.
É bem complicado passar de uma hora pra outra de alguém que tem permissão para ser inconsequente para alguém que deve assumir inteiramente suas responsabilidades. Com os 20 anos que farei esse ano minha adolescência conturbada, porém feliz, chega ao fim e não sei se estou preparado para isso. Alguém já parou pra pensar em como seria a sua vida aos 20? Pra falar a verdade eu nunca pensei, mesmo! Sempre adorei ser criança, ser adolescente e diferente dos garotos da minha idade não tinha pressa pra crescer, aliás o tempo me dá medo.
Esse é o gostoso da vida, eu sei, mudar, mudar e continuar mudando, aproveitando ao máximo as experiências e oportunidades que nos são dadas, ainda está um pouco longe do meu aniversário mas já começo a sentir alguns pesos. Tenho que aproveitar meu restinho de inconsequencia permitida.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

enfim

sete, oito, nove


     Eu bem que sabia que essa sensação que me persegue nas horas de partida viria, por mais que eu tentasse esquecê-la, ou disfarça-la.
E também, como eu previ, a prorrogação teve um grande efeito no fato de que eu me acostumei mais ainda e mais difícil está sendo. Arrumar as malas, uma novela sempre, sempre. Essa vida minha de encontros e despedidas realmente me cansa, é bem desgastante pra mim.
Fazendo um balanço geral das minhas férias foram realmente ótimas e muito produtivas, conheci novas pessoas, fiz parte do projeto de intercâmbio, fui a lugares que eu não conhecia aqui, passei muito tempo ao lado da minha família e dos meus amigos que vejo poucas vezes. É bem chatinho eu me sentir assim sempre, como se outra novíssima etapa fosse começar em minha vida, sempre foi assim e acredito que será por muito tempo, só me resta aprender a controlar esse vendaval de emoções resultados dessas indas e vindas. No mais, nada a reclamar, as férias já foram longas demais, estou muito empolgado com o meu segundo período e já sinto muita falta das pessoas especiais que deixei lá.
Não posso esquecer de destacar que estou partindo no dia 07/08/09, uma data que é crescente por si só. Não que eu seja místico ou coisa parecida, apenas achei engraçado. Uma nova fase começa, e assim será a cada semestre durante os próximos anos de acordo com a duração com o meu curso.
Eu nunca gostei muito de surpresas, sempre tive a insuportável mania de planejar tudo, mas, se elas forem boas são mais do que bem vindas :)


Zuzu's Party

terça-feira, 4 de agosto de 2009

cultura

o que acontece com a música brasileira?

     Mudando um pouco de foco hoje, vou tentar variar um pouco e não falar muito da minha vida e das minhas reflexões porque tudo em excesso se torna muito, muito chato.
Ontem saí com um grupo de amigos muito queridos e fomos a um bar, jogar conversa fora e o fato é que logo após consumirmos saímos do bar às pressas. As "músicas" que estão se tornando aprecidadas pela maioria das pessoas no Brasil simplesmente me deixam doente.
Não bastasse o funk com letras (?) absurdas surgem novas assombrações como "Arrocha" ou " Arroxa" ,misturas de forró com axé e por aí vai até que a coisa esteja bem terrível, letras que se preocupam mais com a rima e o ritmo, quando existe letra, do que com o contéudo da música, sem contar que o ritmo em si também é irritante. Está cada vez mais difícil ir a algum lugar com alguma música que se possa dizer com qualidade e os poucos que existem são chamados de "alternativos" como se o padrão agora fosse ouvir porcaria.
Em nenhum momento aqui estou me afirmando como o dono da verdade ou como o homem que possui o melhor gosto musical clássico e careta do mundo, até porque sou bem eclético nesse quesito, ouço de Madonna, Kylie e Little joy a Elis Regina e não vejo mal algum nisso. Agora chamar uma coisa que apenas diz "creu" ou "desce com a bundinha" de música, realmente, isso é difícil de engolir.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

interpessoal

quando dois formam um

     Falar sobre relacionamentos é uma questão bem complicada mas não poderia deixar passar a oportunidade já que o assunto está fresco em minha mente. Quando duas pessoas se completam, quando o coração bate mais forte, blá blá blá... Pena que não dura para sempre, e no meu caso, não dura muito. Dos muitos relacionamentos que já tive pouquíssimos passam de 2 meses de duração, alguma hora ou eu termino ou deixo claro que quero terminar, costumo dizer aos meus amigos que a minha vida amorosa é uma piada, não dá pra não rir só de pensar nela.
Talvez por não ser alguém nada romântico a probabilidade das coisas falharem em assuntos do coração aumentem pro meu lado, muitos me dizem que eu ainda não encontrei o alguém ainda, a pessoa que irá fazer meu coração acelerar, mas o fato é: acelerar por quanto tempo?
Sempre achei que existe uma reação muito exagerada em relação a esses assuntos, e uma credibilidade exacerbada dada a essa questão do amor carnal, sempre muito cético em relação a tudo sei que isso me atrapalha muito pois acabo machucando pessoas especiais e realmente muito importantes pra mim e, como sempre acontece, isso me machuca de volta. Simplesmente odeio machucar alguém. Aliado a minha capacidade de enjoar de tudo esse ceticismo fode com a minha vida amorosa e continua firme e forte por mais que eu tente controlá-lo.
Uma coisa que a minha mãe sempre me diz, e eu concordo de certa forma, sem misticismos ou crenças de alguma maneira, é que, engraçado, as coisas acontecem na hora certa. Bem, nem sempre, mas para mim, na maioria das vezes acontecem.
Sem querer dar uma de vítima, longe disso. Apesar de tudo não me deixo abater, afinal não me arrependo de nada do que passei ao lado de pessoas incríveis em minha vida e que, apesar de não estarem mais ao meu lado como amantes estão como amigos.
É realmente estranho, eu que não sou nada romântico, aqui falando desses assuntos, então peço que me perdoem pela falta de jeito de lidar com isso, e quero deixar bem claro, eu apenas acho que a mídia e as pessoas exageram demais quando falam sobre relações, eu não deixo de acreditar no amor entre duas pessoas, aliás, acredito muito, mas não dessa maneira poética e mágica e sim da maneira crua, que para mim, é mais bonita.
Se existe ou não uma metade da minha laranja andando por aí isso eu não posso dizer, mas posso dizer que espero que a vida me surpreenda nesse ponto afinal tenho apenas 19 anos e ainda tenho muito o que aprender e apanhar da vida. Como diria uma coisinha quadrada amarela falante que mora no fundo do mar "estou pronto!".

domingo, 2 de agosto de 2009

prorrogação

mudança de planos

     Com essa nova gripe a grande maioria das universidades e escolas estão adiando a volta às aulas, e a minha faculdade não ficou de fora. Depois de arrumar todas as malas ontem, hoje fui obrigado e desfazê-las pois ficarei mais uma semana aqui em Araçuaí. Bom? Ruim? Sinceramente não faço idéia. Como mencionei no post anterior tem aquela sensação desagradável na hora de partir sempre, não posso ficar feliz por não estar com ela agora porque ela me aguarda na próxima sexta mas posso ficar feliz por passar mais um tempinho com a minha família? Sim, apesar de que, quanto mais tempo eu passo aqui, mais eu me acostumo e mais é difícil ir embora. Sim, eu sou extremamente confuso.
O fato é que quase 2 meses de férias são realmente muito tempo sem fazer nada (tirando o intercambio com os americanos) e logo eu que sempre adorei não fazer nada comecei a me enjoar totalmente disso, depois de um tempo de descanso minha mente sente falta de estudar, eu sinto falta de estar preso a uma rotina e principalmente dos meus grandes e queridos amigos que moram lá. Minha felicidade pode parecer nunca estar completa pois quando estou aqui penso nas pessoas que estão lá e quando estou lá penso nas pessoas daqui, mas de fato, não me incomodo com isso pois é bom ter em quem pensar.
Mesmo com essa confusão toda estou me sentindo muito bem e calmo hoje, afinal é só uma questão de tempo para que eu comece a sentir falta daqui, retorne nas férias e continue com esse ciclo de sentimentos embaralhados.

sábado, 1 de agosto de 2009

partida

arrumando as malas

     Agora começa a pior hora para mim, definitivamente a hora de arrumar as malas é a mais triste de todas, essa é exatamente a hora onde todos os acontecimentos das férias passam pela minha cabeça, e aquele aperto começa a doer.
Eu sei, eu sei, pode parecer dramático demais, piegas ao cubo, mas é como eu me sinto nesse momento, quase 2 anos morando fora e essa sensação na proximidade da partida sempre vem, diria que eu estou me acostumando com ela se ela não fosse tão desagradável. Provavelmente muitos dos meus amigos que vem já se acostumaram ou talvez nunca sentiram nada disso, mas é essa maldita mania minha de me apegar às pessoas, às coisas e aos lugares. Não posso dizer que ache isso totalmente ruim porque se eu me apego significa que algo marcou, e se algo marcou significa que não passou em branco. Desde pequeno queria morar fora daqui, ser mais independente e todas essas coisinhas que são irritantes se repetidas muitas vezes, imaginava muitas vezes como seria, e hoje simplesmente eu vivo isso e lembro de tudo o que eu pensava.
Será que as coisas que eu pensei e planejei fazer foram feitas ? Ou serão algum dia?
As coisas sempre fogem do nosso controle de alguma forma e não por acaso acabam tomando rumos que jamais imaginaríamos, afinal, essa é a graça da vida. Muitas coisas aconteceram, próximas aos que eu imaginei, outras nem de longe, mas no resultado da soma o resultado é sempre positivo afinal toda experiência é valida. A cada ano as pessoas vão mudando numa velocidade espantosa e eu provavelmente vou rir algum dia do que eu hoje escrevo aqui.
O jeito é continuar seguindo arrumando e desarrumando malas sem deixar que a bagagem deixe de crescer de alguma forma, e mesmo que as vezes pareça pesada demais nunca deixar que o medo a esvazie.