terça-feira, 10 de novembro de 2009

planos

temos controle sobre o que?

     É natural do ser humano adaptar-se a rotinas, planejar tudo o que está por vir (ao menos tentar), o nosso cérebro mesmo que inconscientemente está a todo momento tentando se antecipar.
O fato que tudo isso pode nos levar a sucessivas frustrações ou surpresas porque sempre nos esquecemos de que muitas coisas dependem dos outros. Isso pode até ser tolerável por algum tempo mas com frequência isso começa a realmente incomodar, mesmo!
Eu, por toda a minha vida tive essa insuportável mania, e com o tempo isso foi piorando ao chegar no ponto de eu começar a teorizar sobre as possibilidades e fazer vários planos diferentes para diferentes situações. Resultado? As coisas tendem a ir contra tudo o que você planejou e você acaba se surpreendendo com uma possibilidade que nunca cogitaria.
Vivendo e aprendendo, me encontro numa fase em que planos não me interessam e estou tentando evitar ao máximo fazê-los, não é fácil, até porque, é da nossa natureza, mas, pensando por outro lado, o aleatório inevitável pode ser o que mais precisamos pra dar uma chacoalhada nas nossas vidas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

laços

indestrutíveis?

     Já andei falando sobre mudanças, sobre amizades que se acabam, e hoje me sinto, infelizmente motivado a falar de novo sobre isso. Sob uma nova perspectiva, já que o assunto está fresco em minha mente e em minha vida. Nós, seres humanos, temos a insuportável mania de querer planejar tudo, de manter-se a uma rotina e quando esta é quebrada ficamos desorientados. O fato é que ás vezes, por motivos inexplicáveis a vida nos prega peças, e aquelas pessoas que vc sempre foi próximo e acreditou com todas as suas forças que seria pra sempre simplesmente se afastam. É muito interessente o fato de como nos prendemos uns aos outros e de como o suporte de um amigo faz falta. "Amigos vem e vão" por que nunca conseguiremos acreditar nessa frase? Porque, simplesmente, nós seres humanos temos um bloqueio imenso de lidar com o fim, e o fim de uma amizade, é, muitas vezes, mais doloroso do que o fim de um namoro ou coisa parecida. Quando uma amizade acaba, nos vemos perdidos, ainda mais quando aparentemente não há motivos, apenas o tempo afastou. Infelizmente venho tentando lidar com essa situação de uns dias para cá, e não tem sido fácil. O lado bom é que quando estamos em nosso grupo nos acomodamos e quando não se está mais em um, você fica mais aberto e acaba se socializando com pessoas legais que estiveram ali o tempo todo, não que isso tape o buraco que ali ficou, mas nós, seres sociais, simplesmente precisamos disso. É mais uma lição aprendida, caminhos as vezes nao se encontram mais em determinada altura, e é duro, mas preciso aceitar isso. Surpresas desagradáveis fazem parte da vida, o importante é não se deixar abater, e assim, como a maioria das coisas, podem não ser definitivas, afinal a esperança é a última que morre.
Avante que tem mais vida pra frente! =)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

metamorfose

estamos preparados para mudar?

     É bem verdade que estamos mudando a todo tempo, e que se pararmos para olhar a nossa vida de algum tempo atrás tabém ficamos supresos com o tipo de pessoa que éramos e o tipo de pessoa que nos tornamos. Mas não estou aqui hoje para falar de como mudamos com o tempo e sim de uma fase transitória que está mechendo muito comigo: adolescência - fase adulta.
É bem complicado passar de uma hora pra outra de alguém que tem permissão para ser inconsequente para alguém que deve assumir inteiramente suas responsabilidades. Com os 20 anos que farei esse ano minha adolescência conturbada, porém feliz, chega ao fim e não sei se estou preparado para isso. Alguém já parou pra pensar em como seria a sua vida aos 20? Pra falar a verdade eu nunca pensei, mesmo! Sempre adorei ser criança, ser adolescente e diferente dos garotos da minha idade não tinha pressa pra crescer, aliás o tempo me dá medo.
Esse é o gostoso da vida, eu sei, mudar, mudar e continuar mudando, aproveitando ao máximo as experiências e oportunidades que nos são dadas, ainda está um pouco longe do meu aniversário mas já começo a sentir alguns pesos. Tenho que aproveitar meu restinho de inconsequencia permitida.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

enfim

sete, oito, nove


     Eu bem que sabia que essa sensação que me persegue nas horas de partida viria, por mais que eu tentasse esquecê-la, ou disfarça-la.
E também, como eu previ, a prorrogação teve um grande efeito no fato de que eu me acostumei mais ainda e mais difícil está sendo. Arrumar as malas, uma novela sempre, sempre. Essa vida minha de encontros e despedidas realmente me cansa, é bem desgastante pra mim.
Fazendo um balanço geral das minhas férias foram realmente ótimas e muito produtivas, conheci novas pessoas, fiz parte do projeto de intercâmbio, fui a lugares que eu não conhecia aqui, passei muito tempo ao lado da minha família e dos meus amigos que vejo poucas vezes. É bem chatinho eu me sentir assim sempre, como se outra novíssima etapa fosse começar em minha vida, sempre foi assim e acredito que será por muito tempo, só me resta aprender a controlar esse vendaval de emoções resultados dessas indas e vindas. No mais, nada a reclamar, as férias já foram longas demais, estou muito empolgado com o meu segundo período e já sinto muita falta das pessoas especiais que deixei lá.
Não posso esquecer de destacar que estou partindo no dia 07/08/09, uma data que é crescente por si só. Não que eu seja místico ou coisa parecida, apenas achei engraçado. Uma nova fase começa, e assim será a cada semestre durante os próximos anos de acordo com a duração com o meu curso.
Eu nunca gostei muito de surpresas, sempre tive a insuportável mania de planejar tudo, mas, se elas forem boas são mais do que bem vindas :)


Zuzu's Party

terça-feira, 4 de agosto de 2009

cultura

o que acontece com a música brasileira?

     Mudando um pouco de foco hoje, vou tentar variar um pouco e não falar muito da minha vida e das minhas reflexões porque tudo em excesso se torna muito, muito chato.
Ontem saí com um grupo de amigos muito queridos e fomos a um bar, jogar conversa fora e o fato é que logo após consumirmos saímos do bar às pressas. As "músicas" que estão se tornando aprecidadas pela maioria das pessoas no Brasil simplesmente me deixam doente.
Não bastasse o funk com letras (?) absurdas surgem novas assombrações como "Arrocha" ou " Arroxa" ,misturas de forró com axé e por aí vai até que a coisa esteja bem terrível, letras que se preocupam mais com a rima e o ritmo, quando existe letra, do que com o contéudo da música, sem contar que o ritmo em si também é irritante. Está cada vez mais difícil ir a algum lugar com alguma música que se possa dizer com qualidade e os poucos que existem são chamados de "alternativos" como se o padrão agora fosse ouvir porcaria.
Em nenhum momento aqui estou me afirmando como o dono da verdade ou como o homem que possui o melhor gosto musical clássico e careta do mundo, até porque sou bem eclético nesse quesito, ouço de Madonna, Kylie e Little joy a Elis Regina e não vejo mal algum nisso. Agora chamar uma coisa que apenas diz "creu" ou "desce com a bundinha" de música, realmente, isso é difícil de engolir.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

interpessoal

quando dois formam um

     Falar sobre relacionamentos é uma questão bem complicada mas não poderia deixar passar a oportunidade já que o assunto está fresco em minha mente. Quando duas pessoas se completam, quando o coração bate mais forte, blá blá blá... Pena que não dura para sempre, e no meu caso, não dura muito. Dos muitos relacionamentos que já tive pouquíssimos passam de 2 meses de duração, alguma hora ou eu termino ou deixo claro que quero terminar, costumo dizer aos meus amigos que a minha vida amorosa é uma piada, não dá pra não rir só de pensar nela.
Talvez por não ser alguém nada romântico a probabilidade das coisas falharem em assuntos do coração aumentem pro meu lado, muitos me dizem que eu ainda não encontrei o alguém ainda, a pessoa que irá fazer meu coração acelerar, mas o fato é: acelerar por quanto tempo?
Sempre achei que existe uma reação muito exagerada em relação a esses assuntos, e uma credibilidade exacerbada dada a essa questão do amor carnal, sempre muito cético em relação a tudo sei que isso me atrapalha muito pois acabo machucando pessoas especiais e realmente muito importantes pra mim e, como sempre acontece, isso me machuca de volta. Simplesmente odeio machucar alguém. Aliado a minha capacidade de enjoar de tudo esse ceticismo fode com a minha vida amorosa e continua firme e forte por mais que eu tente controlá-lo.
Uma coisa que a minha mãe sempre me diz, e eu concordo de certa forma, sem misticismos ou crenças de alguma maneira, é que, engraçado, as coisas acontecem na hora certa. Bem, nem sempre, mas para mim, na maioria das vezes acontecem.
Sem querer dar uma de vítima, longe disso. Apesar de tudo não me deixo abater, afinal não me arrependo de nada do que passei ao lado de pessoas incríveis em minha vida e que, apesar de não estarem mais ao meu lado como amantes estão como amigos.
É realmente estranho, eu que não sou nada romântico, aqui falando desses assuntos, então peço que me perdoem pela falta de jeito de lidar com isso, e quero deixar bem claro, eu apenas acho que a mídia e as pessoas exageram demais quando falam sobre relações, eu não deixo de acreditar no amor entre duas pessoas, aliás, acredito muito, mas não dessa maneira poética e mágica e sim da maneira crua, que para mim, é mais bonita.
Se existe ou não uma metade da minha laranja andando por aí isso eu não posso dizer, mas posso dizer que espero que a vida me surpreenda nesse ponto afinal tenho apenas 19 anos e ainda tenho muito o que aprender e apanhar da vida. Como diria uma coisinha quadrada amarela falante que mora no fundo do mar "estou pronto!".

domingo, 2 de agosto de 2009

prorrogação

mudança de planos

     Com essa nova gripe a grande maioria das universidades e escolas estão adiando a volta às aulas, e a minha faculdade não ficou de fora. Depois de arrumar todas as malas ontem, hoje fui obrigado e desfazê-las pois ficarei mais uma semana aqui em Araçuaí. Bom? Ruim? Sinceramente não faço idéia. Como mencionei no post anterior tem aquela sensação desagradável na hora de partir sempre, não posso ficar feliz por não estar com ela agora porque ela me aguarda na próxima sexta mas posso ficar feliz por passar mais um tempinho com a minha família? Sim, apesar de que, quanto mais tempo eu passo aqui, mais eu me acostumo e mais é difícil ir embora. Sim, eu sou extremamente confuso.
O fato é que quase 2 meses de férias são realmente muito tempo sem fazer nada (tirando o intercambio com os americanos) e logo eu que sempre adorei não fazer nada comecei a me enjoar totalmente disso, depois de um tempo de descanso minha mente sente falta de estudar, eu sinto falta de estar preso a uma rotina e principalmente dos meus grandes e queridos amigos que moram lá. Minha felicidade pode parecer nunca estar completa pois quando estou aqui penso nas pessoas que estão lá e quando estou lá penso nas pessoas daqui, mas de fato, não me incomodo com isso pois é bom ter em quem pensar.
Mesmo com essa confusão toda estou me sentindo muito bem e calmo hoje, afinal é só uma questão de tempo para que eu comece a sentir falta daqui, retorne nas férias e continue com esse ciclo de sentimentos embaralhados.

sábado, 1 de agosto de 2009

partida

arrumando as malas

     Agora começa a pior hora para mim, definitivamente a hora de arrumar as malas é a mais triste de todas, essa é exatamente a hora onde todos os acontecimentos das férias passam pela minha cabeça, e aquele aperto começa a doer.
Eu sei, eu sei, pode parecer dramático demais, piegas ao cubo, mas é como eu me sinto nesse momento, quase 2 anos morando fora e essa sensação na proximidade da partida sempre vem, diria que eu estou me acostumando com ela se ela não fosse tão desagradável. Provavelmente muitos dos meus amigos que vem já se acostumaram ou talvez nunca sentiram nada disso, mas é essa maldita mania minha de me apegar às pessoas, às coisas e aos lugares. Não posso dizer que ache isso totalmente ruim porque se eu me apego significa que algo marcou, e se algo marcou significa que não passou em branco. Desde pequeno queria morar fora daqui, ser mais independente e todas essas coisinhas que são irritantes se repetidas muitas vezes, imaginava muitas vezes como seria, e hoje simplesmente eu vivo isso e lembro de tudo o que eu pensava.
Será que as coisas que eu pensei e planejei fazer foram feitas ? Ou serão algum dia?
As coisas sempre fogem do nosso controle de alguma forma e não por acaso acabam tomando rumos que jamais imaginaríamos, afinal, essa é a graça da vida. Muitas coisas aconteceram, próximas aos que eu imaginei, outras nem de longe, mas no resultado da soma o resultado é sempre positivo afinal toda experiência é valida. A cada ano as pessoas vão mudando numa velocidade espantosa e eu provavelmente vou rir algum dia do que eu hoje escrevo aqui.
O jeito é continuar seguindo arrumando e desarrumando malas sem deixar que a bagagem deixe de crescer de alguma forma, e mesmo que as vezes pareça pesada demais nunca deixar que o medo a esvazie.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

saudade

quando a falta se faz presente


     Fim de férias, viagem de volta para BH e o mesmo turbilhão de sentimentos e acontecimentos de sempre. As férias começam, venho para Araçuaí pra aproveitar um tempo com a família e os amigos e assim que terminam volto para a rotina na cidade grande. Não que eu não goste de Belo Horizonte, amo muito a cidade e as pessoas com as quais vivo e convivo lá, aliás, acho que não conseguiria viver em Araçuaí depois de ter saído daqui, para as férias está bom demais, demais mesmo. O fato é que as coisas assustadoramente nunca voltam a ser o que eram, não do jeito que eram. Mesmo que você se encontre com velhos amigos, fique um tempo na sua casa com seus irmãos e até tente recriar uma rotina que você possuía em determinada época, as coisas nunca voltam a ser como eram antes. É estranho pensar na maneira de como estou me acostumando com essa idéia, estranho mais ainda perceber que hoje em dia aceito calmamente que há buracos em relações que não existiam, que grandes amigos de antes hoje se tornaram conhecidos e até mesmo aquelas pessoas que um dia na minha vida foram mais importantes do que a mim mesmo hoje estão distantes, cuidando das suas vidas. O que há de errado nisso? O pior é que não há nada de errado nisso já que eu faço, você e todo mundo fazem a mesma coisa: cuidam cada um das suas vidas. Alguém já se pegou pensando naquela pessoa, não necessariamente namorados ou namoradas, mas amigos mesmo, pra quem um dia você jurou amizade eterna, fidelidade absoluta e hoje em dia quando esse alguém te vê na rua, apenas te cumprimenta de longe? Nessas férias tive o prazer de fazer parte de um projeito de intercâmbio no qual ajudei como intérprete 27 americanos da cidade de Seattle que vieram produzir um documentário sobre o Vale do Jequitinhonha. Passamos 15 dias juntos, fomos a aldeias indígenas, assentamentos do MST, partes da cidade que eu nunca havia ido, e a outros lugares que sempre estiveram perto de mim e eu não conhecia. Foi uma experiência fantástica, amizades surgiram, algumas não, enfim, a pergunta é, até quando eu estarei presente no pensamento dessas pessoas e até quando elas permanecerão na minha mente? Apesar do contato via internet (que nunca será a mesma coisa), os laços vão se estreitando e as coisas mudando pouco a pouco. Começo a perceber que esse post está ficando realmente longo demais e estou começando a falar besteira, além de ter deixado um macarrão instantâneo queimar enquanto eu escrevia aqui, o que eu quero dizer, ou melhor perguntar é: Você já parou pra pensar quais dos "pra sempre" que um dia você ouviu e falou realmente serão pra sempre?


Na aldeia Cinta Vermelha

quarta-feira, 29 de julho de 2009

estréia

primeiríssima vez
     Aqui estou eu começando um blog. Eu que tanto relutei em criar mais uma distração na internet acabei por sentir necessidade de expor meus pensamentos de alguma forma.
Para os que me conhecem digo que espero corresponder aqui com o meu verdadeiro eu, expor em palavras tudo o que eu digo e penso não é fácil, mas sinto que preciso tentar.
Aos que não me conhecem, sou Luiz Cláudio Chaves Andrade, atualmente um estudante de Direito, 19 anos, que nasceu numa cidadezinha no interior de Minas Gerais chamada Araçuaí , hoje mora em Belo Horizonte e acha que é alguém que tem muita história pra contar, muito o que comentar e acredita que vai ter alguém aqui pra ler. Não me comprometo a postar aqui todos os dias, aliás, comprometo-me a postar de vez em quando mesmo, é difícil eu me manter constante em alguma coisa e mais difícil ainda não enjoar de algo. Como eu faço questão de colocar em meus perfis de sites de relacionamento como o Orkut e Myspace, eu me definiria em 9 palavras: Chato, egoísta, arrogante, orgulhoso, impulsivo, egocêntrico, inconstante, infantil e esquisito. O chato depende de muitos fatores, o egoísta é só de vez em quando, o arrogante é só pra quem eu acho que mereça, mas o resto, o resto é o que dá mais força pro incostante que sou.
Muitos amigos me perguntaram sobre o título do blog,
porque cabana?
"Significado de Cabana:
s.f. Casa rústica, geralmente de sapé; casebre" [Dicionário Michaelis]
Bem, cabanas sempre se mostram como verdadeiramente são, sempre têm a cara e o jeito do dono e por mais simples que pareçam são em sua maioria aconchegantes.
Como aqui é o meu espaço farei as coisas do meu jeito, afinal, se as coisas não são do jeito que eu quero, que graça possuem?