quinta-feira, 30 de julho de 2009

saudade

quando a falta se faz presente


     Fim de férias, viagem de volta para BH e o mesmo turbilhão de sentimentos e acontecimentos de sempre. As férias começam, venho para Araçuaí pra aproveitar um tempo com a família e os amigos e assim que terminam volto para a rotina na cidade grande. Não que eu não goste de Belo Horizonte, amo muito a cidade e as pessoas com as quais vivo e convivo lá, aliás, acho que não conseguiria viver em Araçuaí depois de ter saído daqui, para as férias está bom demais, demais mesmo. O fato é que as coisas assustadoramente nunca voltam a ser o que eram, não do jeito que eram. Mesmo que você se encontre com velhos amigos, fique um tempo na sua casa com seus irmãos e até tente recriar uma rotina que você possuía em determinada época, as coisas nunca voltam a ser como eram antes. É estranho pensar na maneira de como estou me acostumando com essa idéia, estranho mais ainda perceber que hoje em dia aceito calmamente que há buracos em relações que não existiam, que grandes amigos de antes hoje se tornaram conhecidos e até mesmo aquelas pessoas que um dia na minha vida foram mais importantes do que a mim mesmo hoje estão distantes, cuidando das suas vidas. O que há de errado nisso? O pior é que não há nada de errado nisso já que eu faço, você e todo mundo fazem a mesma coisa: cuidam cada um das suas vidas. Alguém já se pegou pensando naquela pessoa, não necessariamente namorados ou namoradas, mas amigos mesmo, pra quem um dia você jurou amizade eterna, fidelidade absoluta e hoje em dia quando esse alguém te vê na rua, apenas te cumprimenta de longe? Nessas férias tive o prazer de fazer parte de um projeito de intercâmbio no qual ajudei como intérprete 27 americanos da cidade de Seattle que vieram produzir um documentário sobre o Vale do Jequitinhonha. Passamos 15 dias juntos, fomos a aldeias indígenas, assentamentos do MST, partes da cidade que eu nunca havia ido, e a outros lugares que sempre estiveram perto de mim e eu não conhecia. Foi uma experiência fantástica, amizades surgiram, algumas não, enfim, a pergunta é, até quando eu estarei presente no pensamento dessas pessoas e até quando elas permanecerão na minha mente? Apesar do contato via internet (que nunca será a mesma coisa), os laços vão se estreitando e as coisas mudando pouco a pouco. Começo a perceber que esse post está ficando realmente longo demais e estou começando a falar besteira, além de ter deixado um macarrão instantâneo queimar enquanto eu escrevia aqui, o que eu quero dizer, ou melhor perguntar é: Você já parou pra pensar quais dos "pra sempre" que um dia você ouviu e falou realmente serão pra sempre?


Na aldeia Cinta Vermelha

quarta-feira, 29 de julho de 2009

estréia

primeiríssima vez
     Aqui estou eu começando um blog. Eu que tanto relutei em criar mais uma distração na internet acabei por sentir necessidade de expor meus pensamentos de alguma forma.
Para os que me conhecem digo que espero corresponder aqui com o meu verdadeiro eu, expor em palavras tudo o que eu digo e penso não é fácil, mas sinto que preciso tentar.
Aos que não me conhecem, sou Luiz Cláudio Chaves Andrade, atualmente um estudante de Direito, 19 anos, que nasceu numa cidadezinha no interior de Minas Gerais chamada Araçuaí , hoje mora em Belo Horizonte e acha que é alguém que tem muita história pra contar, muito o que comentar e acredita que vai ter alguém aqui pra ler. Não me comprometo a postar aqui todos os dias, aliás, comprometo-me a postar de vez em quando mesmo, é difícil eu me manter constante em alguma coisa e mais difícil ainda não enjoar de algo. Como eu faço questão de colocar em meus perfis de sites de relacionamento como o Orkut e Myspace, eu me definiria em 9 palavras: Chato, egoísta, arrogante, orgulhoso, impulsivo, egocêntrico, inconstante, infantil e esquisito. O chato depende de muitos fatores, o egoísta é só de vez em quando, o arrogante é só pra quem eu acho que mereça, mas o resto, o resto é o que dá mais força pro incostante que sou.
Muitos amigos me perguntaram sobre o título do blog,
porque cabana?
"Significado de Cabana:
s.f. Casa rústica, geralmente de sapé; casebre" [Dicionário Michaelis]
Bem, cabanas sempre se mostram como verdadeiramente são, sempre têm a cara e o jeito do dono e por mais simples que pareçam são em sua maioria aconchegantes.
Como aqui é o meu espaço farei as coisas do meu jeito, afinal, se as coisas não são do jeito que eu quero, que graça possuem?